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Não cabe mais nada na minha lista (mentira!)

Não cabe mais nada na minha lista (mentira!)

Eu acredito que algumas reflexões fora do comum são fundamentais na nossa rotina. Pois veja bem, hoje acordei saudosista pelas fitas VHS. Até a minha memória olfativa foi aguçada ao pensar nas obsoletas caixinhas de plástico e rolos de papel.

Simplesmente, me dei conta de como os serviços de streaming atuais exploram a necessidade de sequência da obra. Anos atrás, o limite terminava nas trilogias, e isso, se a produção ofertasse milhões de cifrões e passasse no especial de Fim de Ano da Globo (brincadeira... mas nem tanto...).

Diversos dos meus filmes favoritos e antigos têm uma vida útil de 120 minutos. Início, meio e fim em 2 horas. Acabou. Mas hoje, me vejo refém de continuações cinematográficas e deduzo: sou definitivamente prisioneira do catálogo digital.

Nunca fico sem ter o que assistir na Netflix, Amazon, HBO, Globoplay e outros. Ok, estamos na era das séries, renovações de temporada são uma obviedade, porém, a questão é se há MESMO necessidade de produzir sequências em escala desmedida. Nem mesmo os especiais de Natal, algo tão sazonal, escaparam da produção em larga escala de sequências, uma vez que a Netflix tornou esse nicho muito lucrativo e chegou dizendo "Olá" à Hallmark.

Isso sem falar na rivalidade entre as plataformas e a pressão que cai radiante sob os olhos (e bolso) do consumidor. O mercado do entretenimento audiovisual nos faz reféns de seus produtos. Novidade ou não, estamos sempre prontos para dar o play. Estamos resistentes em aceitar histórias de 5 episódios. Cadê a continuação? E a 2° temporada? Já renovou?

Olhar para o nosso comportamento imediatista, talvez decepcione as fitas VHS. Que elas sigam descansando em paz, seja lá onde estiverem.